Práticas de compartilhamento de conhecimento, redes de colaboração e diversidade de gênero e raça em redes de pesquisa translacional: um estudo de caso na Fiocruz
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INSTITUTO BRASILEIRO DE INFORMAÇÃO EM CIÊNCIA E TECNOLOGIA / UNIVERSIDADE FEDERAL DO RIO DE JANEIRO
Resumo
Esta tese investiga as práticas de compartilhamento de conhecimento em redes colaborativas científicas, com ênfase na diversidade de gênero e étnico-racial, a partir de um estudo de caso com grupos de pesquisa translacional da Fundação Oswaldo Cruz. O objetivo central foi mapear e compreender a configuração das redes de coautoria, no período de 2005 a 2024 e identificar como as práticas de gestão do conhecimento se relacionam com os perfis de gênero e raça dos pesquisadores. A pesquisa adota abordagem quantitativa, com análise documental, análise de redes sociais e aplicação de questionário a membros dos grupos Fio-Câncer, Fio-Chagas, Fio-Leish e Fio-Schisto. Os resultados revelam que, embora haja predominância feminina entre os pesquisadores, os nós centrais das redes permanecem majoritariamente ocupados por homens brancos, evidenciando desigualdades estruturais. A representatividade racial é baixa, especialmente nos cargos de maior prestígio e liderança, o que aponta para a necessidade de políticas institucionais de inclusão. As práticas de compartilhamento de conhecimento são reconhecidas e valorizadas pelos participantes, mas ainda carecem de sistematização e maior adesão às ferramentas tecnológicas institucionais. A análise das redes demonstra que a implementação do Programa de Pesquisa Translacional contribuiu para o aumento da conectividade e colaboração entre os grupos, embora persistam desafios quanto à descentralização geográfica e à inclusão de unidades periféricas. Conclui-se que a promoção da diversidade de gênero e raça nas redes colaborativas é fundamental para o fortalecimento da inovação, da equidade e da produção científica plural, sendo imprescindível o desenvolvimento de ações afirmativas e políticas públicas que ampliem a representatividade e o protagonismo de grupos historicamente excluídos no campo científico.