Desinformação eleitoral nos meios digitais as estratégias para criar desconfiança nas urnas eletrônicas

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INSTITUTO BRASILEIRO DE INFORMAÇÃO EM CIÊNCIA E TECNOLOGIA / UNIVERSIDADE FEDERAL DO RIO DE JANEIRO
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A desinformação política é, atualmente, um dos maiores desafios da humanidade, especialmente em anos eleitorais, pois ameaça a democracia e pode deslegitimar eleições. No Brasil, em 2022, muitas pessoas se recusaram a aceitar os resultados eleitorais, convencidas de que as urnas eletrônicas haviam sido fraudadas – discurso que contribuiu para uma tentativa de golpe de estado. Esta pesquisa tem como objetivo compreender de que forma a desinformação sobre as urnas eletrônicas foi utilizada para desacreditar os resultados das eleições de 2022. Para isso, foram analisadas notícias sobre as urnas que passaram por checagem nas agências Lupa e Aos Fatos, a fim identificar as estratégias, narrativas e linguagens utilizadas nas mensagens que circularam online. O método adotado foi a Análise de Conteúdo, para examinar quem fala, o que está sendo dito e como a mensagem é comunicada. Os resultados indicam que a maior parte das informações coletadas era falsa, divulgada por pessoas comuns, sugerindo que as urnas foram fraudadas, distorcendo a realidade e utilizando o sensacionalismo ou denúncias para chamar a atenção. A pesquisa concluiu que há uma base forte e mobilizada de atores da desinformação, além de pessoas comuns que colaboram na disseminação de informações falsas na internet.

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