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Tipo: Tese
Título: Rasum tabulae: um limiar metafórico-escritural dos estudos da informação, ou, Le Livre
Autor(es): Menezes, Vinícios Souza de
Primeiro orientador: Saldanha, Gustavo Silva
Membro da banca: Capurro, Rafael
Membro da banca: Crippa, Giulia
Membro da banca: Schneider, Marco André Feldman
Membro da banca: Capeller, Ivan
Resumo: O objetivo da pesquisa partilha da discussão filosófico-gramatical da linguagem para pôr em suspensão a questão da informação. Tomando como pressuposto histórico da Library and Information Science, o fazer linguístico da arte gramatical, em especial, os oriundos das veredas da Filologia e da Retórica, coloca-se em cena a quête (busca) informacional. As questões de pesquisa que atravessam a tese rumo ao sul, isto é, que a “suleiam” são: quando se diz informação, o que se mostra? o que simbolicamente as citações, nos traslados informacionais, mobilizam em seus usos, traduzem em seus jogos, isto é, na perspectiva neobarroca da linguagem, onde não há um fora, sendo toda linguagem, nestes termos, metafórica, qual a metáfora da informação, ou, o que a metáfora informação mostra? Na gramática da informação, o que suas representações inscrevem (fixam na mobilidade) – sua filologia – e escrevem – sua retórica? Projetamos a seguinte hipótese, conservada em potência dos pré-socráticos aos pós-estruturalistas: a metáfora da informação é o livro; sua inscrição: o informe; sua escritura: um palimpsesto emblemático cujo rosto (eidos) rasurado é a própria gramática – o livro informe das estórias da humanidade, grafado no Ocidente greco-latino sob o selo transcendental tà biblía, os livros, no plural, fixados no singular livro. Para tal intento, a quête informacional assinala, à diferença do método, no caminho a aventura da experiência da origem histórica, não o rigor sistemático, mas a intensidade tenaz daquilo que se mostra na travessia. Para a quête informacional utilizamos o exemplo metateórico e alegórico do tabuleiro, que de acordo com a tradição hermenêutica adotada concebe a nossa relação com o mundo como uma pertença textual, onde nossos jogos linguísticos seriam o artefato que fabrica a realidade. Este tabuleiro, procedimento da quête, remete tanto à superfície onde as peças do jogo agem, como à própria tabulae, que propomos ser como um memorialístico palimpsesto composto por emblemas – imagens textuais, onde os jogos teóricos que coordenam este texto se encontram: a) o nachleben warburguiano (livro-emblema, o atlas), b) a apresentação panorâmica wittgensteiniana (livro-álbum) e c) a crítica filológica dos jogos de citação (livro-do-mundo-da-vida, para Benjamin como fortleben – livro da vida –, Derrida como gramma – livro-rastro e Agamben como rasum tabulae – livro-potência). Assim, a quête teria na imagem alegórica (gleichnis) do palimpsesto-emblemático o exemplo da linguagem informacional, seu livro informe. Na travessia da hipotética tese, conceitos clássicos da Library and Information Science, como livro, informação, documento, angelía, são revisitados, numa releitura neobarroca, desviante entre “real” e “fantástico”, onde forma e conteúdo são deslocados pela percussão da linguagem informe. Como síntese inconclusiva, resultados, assinalamos para as possibilidades fornecidas pela leitura através da perspectiva cultural da Library and Information Science, assim como para uma maior premência nos estudos filosóficos e suas experiências conceituais, aguçadoras do “ver os fantasmas” (larvae) que volteiam o lar do campo informacional e seus problemas práticos, ao qual o “inform ,”, traço fantasmático proposto, é um “resultado” desta mirada que visa abrir a porta deste lar para hospitaleiramente na soleira transgramaticalizar os fantasmas hospedando-os na ruína-resto que lhes foi rasurada – sua língua
Abstract: The purpose of the research shares the philosophical-grammatical discussion of language to suspend the issue of information. Taking as a historical assumption from the Library and Information Science, the linguistic rendering of grammatical art, especially those from the paths of Philology and Rhetoric, the information quête is put on the scene. The questions of research that cross the thesis towards the south, that is to say, that the “to south” are: when it says information, what shows? What symbolically as citations, in the informational transfers, mobilize in their uses, translate in their games, that is, in the neo-baroque perspective of language, where there is no outside, all language being, in these terms, metaphorical, as the metaphor of information, Or, what does the information metaphor show? In the grammar of information, what do his representations inscribe (fix on mobility) - his philology - and write - his rhetoric? We project the following hypothesis, preserved in potency from the pre-Socratic to the post-structuralist: the metaphor of information is the book; your inscription: the formless; his writing: an emblematic palimpsest whose erased face (eidos) is grammar itself - the book of the stories of humanity, written in the greco-latin west under the transcendental seal tà biblía, the books, in the plural, fixed in the singular book. For this quête, this informational point, unlike the method, points to the adventure of the experience of historical origin, not the systematic rigor, but the tenacious intensity of what is shown in the crossing. For this quête informational we use the metatheoretical and allegorical example of the board, which according to the adopted hermeneutic tradition conceives our relationship with the world as a textual belonging, where our linguistic games would be the artifact that manufactures reality. This board, quête procedure, refers both to the surface where the pieces of the game act, and to the tabulae itself, which we propose to be as a memorialistic palimpsest composed of emblems - textual images, where the theoretical games that coordinate this text are: a) The bourgeois nachleben (the emblematic book, the atlas), b) the Wittgensteinian panoramic presentation (book-album), and c) the philological critique of the citation games (Benjamin as fortleben-book of the life -, Derrida as gramma - book-trace - and Agamben as rasum tabulae - power book). Thus, the quête would have in the allegorical image (gleichnis) of the palimpsest-emblematic the example of the informational language, its book formless. In the hypothetical thesis, classic concepts of Library and Information Science, such as book, information, document, angelía, are revisited in a neobaroque rereading between “real” and “fantastic”, where form and content are displaced by the percussion of language formless. As inconclusive synthesis, results, we point to the possibilities provided by reading through the cultural perspective of Library and Information Science, as well as to a greater urgency in philosophical studies and their conceptual experiences, sharpeners of the “seeing the ghosts” (larvae) that turn the of the information field and its practical problems, to which the “inform ,” proposed phantasmatic trait, is a “result” of this gaze that aims to open the door of this home to hospitaleamente in the threshold transgrammaticalize the ghosts by hosting them in the ruin-rest that was shaved - their tongue
Palavras-chave: Filosofia da Informação
Informe
Livro
Gramática
Metáfora
Ciência da Informação
Philosophy of Information
Formless
Book
Grammar
Metaphor
Library and Information Science
CNPq: CNPQ::CIENCIAS SOCIAIS APLICADAS::CIENCIA DA INFORMACAO
Idioma: por
País: Brasil
Editor: Instituto Brasileiro de Informação em Ciência e Tecnologia/Universidade Federal do Rio de Janeiro
Sigla da instituição: IBICT/UFRJ
Departamento: Escola de Comunicação
Programa: Programa de Pós-Graduação em Ciência da Informação
Tipo de acesso: Acesso Aberto
URI: http://ridi.ibict.br/handle/123456789/944
Data do documento: 23-Jun-2017
Aparece nas coleções:Teses e Dissertações do PPGCI IBICT-UFRJ

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